| Caçadores de Rã |
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Novembro, o verão já se fazia sentir pelo calor excessivo e pelas pancadas de chuvas rápidas e fortes. O João queria de todo jeito que fossemos imediatamente pegar a rã, pois afirmava que ao passar perto da espuma pode perceber o movimento do casal que lá ainda permanecia. Informou-me que a espuma estava em uma pequena poça de água criada pelo transbordo do Areião o rio que passava exatamente onde hoje está a estação Corinthians de Itaquera. Na época ali existia uma grande plantação de eucaliptos que ia de Itaquera até Arthur Alvim. Seguimos pela rua Tomazzo Ferrara até a chácara do seu Estilino e dali para frente fomos caminhando pelo leito do rio que era raso com não mais que um palmo de água transparente. O areião foi um córrego espetacular e muito diferente dos demais, raso e bastante largo com uns 5 metros entre as margens e seu leito de uma areia amarela e macia que dava um enorme prazer aos pés quando do caminhar. Ela foi deslizando na gosma e mostrando seu corpo. Um grande susto, arrancamos da espuma uma Jaracuçu do Brejo de mais de um metro e meio de comprimento. A paralisia de nossos corpos durou uma fração de segundos e atiramos a serpente para longe. A pobre da cobra mal podia se movimentar pois a rã ainda estava inteira na sua barriga com as patas traseiras para fora da boca do belo animal e isto foi nossa grande sorte em não termos sido picados pela víbora. Hoje presto mais uma homenagem ao amigo Cutruco, que Deus o tenha aprontando no paraíso, e divulgo este fato afirmando a todos que tiverem a oportunidade de ler que o mesmo é verídico e que o João foi o maior caçador de rã quem eu conheci. Tags:
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