Duque, o perdigueiro pescador Imprimir E-mail
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No final da década de 60, início da década de 70, logo após minha mudança para a capital de São Paulo, eu costumava visitar minha terrinha no interior do estado de São Paulo. Nasci e me criei no interior, num sítio de nome Boa Vista, próximo à confluência dos rios Batalha e Tietê. Esse rio, o Batalha, passa nos fundos do sítio onde eu morava e era bastante piscoso até meados da década de 70. Era tão piscoso que meu pai costumava, após a lida diária, deixar quatro ou cinco anzóis de espera para pegar Dourados e pintados. Na manhã seguinte, eu sempre o acompanhava para "desarmar" os anzóis e geralmente havia pelo menos um bruto fisgado.
    O rio Batalha passa nos fundos do sítio e, dependendo da época, plantava-se arroz ou milho próximo às suas margens. O fato que vou narrar aconteceu numa tigüera próximo à margem do Batalha, nos fundos de onde eu morei.
    Numa de minhas visitas à terrinha, saí com meu tio para uma caçada, acompanhados de seu fiel cão chamado Duque. Duque era um perdigueiro muito bem adestrado; dos bons mesmo! Levantava a perdiz para que meu tio a abatesse no vôo e, em seguida, a buscava e trazia em suas mãos. Já estava escurecendo e só tínhamos abatido duas perdizes naquela tarde.
    De repente, Duque levantou uma perdiz e ela voou em direção ao rio. O tiro foi certeiro, mas a perdiz estava muito próxima da margem e caiu n´água. Duque teve um momento de indecisão na margem do rio, mas, em seguida, mergulhou atrás da perdiz. Contávamos que ele fosse sair na curva cerca de 200 metros rio abaixo e corremos até lá para esperá-lo, mas foi em vão. Esperamos por meia hora e nada do Duque aparecer. Eu olhava para meu tio e ficava com pena de ver tanta desolação por causa da perda de seu cão. Por fim, voltamos para casa completamente abatidos.
    Às 10 da noite, já deitados – porque no sítio deita-se e levanta-se cedo – ouvimos um “rec, rec, rec” de patas de cachorro na porta da cozinha. De repente, a alegria voltou. “É Duque, é Duque...” E corremos para abrir a porta. Quando abrimos a porta lá estava Duque com um Dourado deste tamanho na boca. Tiramos todos os trens – porque lá no sítio não se fala louça, mas trens - de cima da pia para o Dourado caber ali e o abrimos. Na barriga do bruto estava a perdiz.
    Aqueles que não conhecem um perdigueiro dos bons podem achar que isso é estória de caçador e pescador, mas tenho muitas outras situações envolvendo o Duque que comprovam o alto nível desse cão.
comentarios (4)
  • IRMAOJAO
    PARABENS PARA O DUQUE ESSE SIM SABE COMO UNIR O UTIL AO AGRADAVEL, CAÇA E PESCA, MUITO BOMMMM.
  • xavier  - isto nao e nada
    numa pescaria nos armamos uma rede dai 2 horas levantamos para ver, tinha uns 30 saguirus grandes enguanto preparavamos o bote para retirar a reda, ela sumiu derepente, ficamos procurando por duas honas e nada,no entanto um onzol armado fisgou uma traira,ao abrir a bicha, recuperamos a rerde e fritamos os saguirus,que estava no seu buxo
  • juscelino  - resposta
    gostei deste seu cachorro é igual a um que tenho ele arma rede de pesca a nado para mim kkkkkkkkkkkkkk!
  • Anônimo
    :upset :upset :upset :upset :upset
    Seu mentiroso tem vergonha nessa cara de pau isso aconteceu em sonho, não cara??? Você pensa que nós somos burros ou quê, vai pegar peça em indio que não entende voçê, seu cara de palhaço :x :x :x :x :x :x :x :x :x :x :x :x :x
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